COB-AIT

Pequeno resumo da repercussão a Manifestação de 1º de Maio chamada pela FOSP/COB-ACAT/AIT.

Além desse material temos que destacar coberturas na mídia oficial (rádio e telejornais - que se estenderam até o sábado, dia 03/05) além dos jornais diários impressos, sempre vendendo a versão oficial, da PM.

Verdade é que haviam de fato punks, como havia hopers e rockers, como outras dezenas de pessoas, mas todos eram trabalhadores, tanto que nenhum dos detidos ficou preso. No pico da Manifestação - com cerca de 400 pessoas, na Sé -, na hora da repressão havia cerca de 150 companheiros.

Não havia nenhuma acusação contra nenhum deles.

Fato também é que diversos detidos tinham vinculação com a FOSP. Todos foram para participar da manifestação chamada pela FOSP/COB-AIT e essa se iniciou desde as 9 horas da manhã, nos bairros da periferia, onde houveram mini-comícios e panfletagens do Manifesto de 1º de Maio 2008 da FOSP/COB-AIT. No centro a Concentração na Ladeira da Memória, no velho Mercado de Escravos da cidade, começava com a chegada dos primeiros militantes por volta das 11 horas. Feita uma Assembléia com os militantes presentes essa passou a ser o formato da própria Manifestação: em Assembléia Popular Permanente. Da Ladeira da Memória nos dirigimos em Caminhada até as escadarias do Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, por volta das 12:30 horas. Lá continuamos a Manifestação: tínhamos nossas faixas expostas nas escadarias enquanto panfleteavamos as vizinhanças e a Assembléia Permanente prosseguia.

Para evitar a manifestação do CONLUTAS/PSTU seguimos em passeata até a Praça da Sé, onde prosseguimos nossa Manifestação/Assembléia Popular Permanente - onde lançamos indicativamente a proposta de chamar uma greve Geral Contra o Desemprego, Pela Redução da Jornada de Trabalho para 30 horas semanais, sem Redução Salarial, Contra o Imposto Sindical e pela Reativação da COB/AIT. Em todas as Assembléias a palavra esteve completamente aberta a quem quisesse falar, sem nenhuma hierarquia ou censura. Várias pessoas tomaram a palavra, principalmente o cidadão comum - desempregados, sem-teto, trabalhadores que perambulavam pelo centro procurando manifestações de protesto -, que depois de uma breve excitação, logo perceberam que estavam entre iguais e abriram seus corações e mentes. A Assembléia realizada na Sé terminou decidida a se dirigir em Passeata até a Praça da República, onde encerraríamos a manifestação. Saímos da Sé por volta das 16:30 hs. Chegamos na Ramos em cerca de 50 companheiros e lá encontramos outros 100; eramos cerca de 350 ao sairmos em Passeata até a Sé, na Assembléia da Sé chegamos a atingir cerca de 500 participantes, mas saímos da praça com cerca de 300.

Portanto, só no centro, mantivemos a Manifestação de forma completamente pacífica, por mais de 6 horas.

Finalmente, também é verdade, que pouco após um atrito com uma manifestação do PCO (com diversos sindicatos, ligas e movimentos sociais...) na entrada do Viaduto do Chá, ao tentar evitar o cerco policial seguindo pela Libero Badaró, fomos atacados - de trás para a frente - de forma sincronizada pelas diversas tropas que já nos acompanhavam (cerca de 100 homens), auxiliados por tropas sobressalentes, estacionadas na Secretaria de Segurança e num quartel da PM ao lado da Camara dos Vereadores, ambas nas proximidades do 'bote'.

Chamamos à Solidariedade de Classe Ativa! Não foram só os 50 detidos que foram vitimas deste ato fascista de cerceamento de direitos básicos! Nem mesmo foi somente a FOSP ou a COB ou, mesmo, a AIT. Foi a própria luta libertária do proletariado em quem mais identifica seu espírito e está mais vulnerável nesse momento, por desprezar a sindicalismo oficial.

Até mesmo a omissão já é um ato de apoio ao fascismo rejuvenescido deste novo século que nasceu cheio de esperanças e medos.

A SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!

O COLETIVO LIBERTÁRIO - Amigos da COB/AIT

Lembre Sempre:

ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!

E-mail: cldvulg1985@yahoo.com.br

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Viva SINDIVÁRIOS, FOSP, FORGS, COB, ACAT E AIT!

Juntos na construção do SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

A emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores!
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